sexta-feira, 27 de março de 2020

Recursos educativos digitais para docentes

Numa altura em que é necessário recorrer ao teletrabalho, partilhamos o seguinte endereço onde constam tutoriais de diversas ferramentas que poderão apoiar os professores no ensino à distância. 

Feito com Padlet

Sugestões de leitura (27-03-2020)


O troll que não quis ficar em casa por Carlos A. Silva


No país dos contos de fadas, andava tudo em alvoroço. A bruxa Canhestra, desastrada por natureza, tinha-se enganado numa das suas poções mágicas e mandara a cabana pelos ares. Sobre todo o território, pairava uma névoa esverdeada e pestilenta, que provocava reações esquisitas em quem a inalava. A começar pela própria bruxa Canhestra, que ficou transformada numa galinha saltitona e passou o resto dos seus dias a saltar à corda e a pôr ovos de borracha.
O centauro Serafim, carteiro de profissão, que ia a passar naquele momento, ganhou um apetite voraz por papel e comeu as cartas todas que tinha para distribuir. A seguir, invadiu a biblioteca e começou a devorar enciclopédias mágicas e romances de encantar. Tiveram de correr com ele à vassourada, senão não tinha restado qualquer livro nas estantes, o que seria uma tragédia.
A Ratinha Vaidosa, que vinha a chegar das compras à sua casa-cogumelo, desatou a cantar ópera em altos berros, com a sua vozinha desafinada. O que fez com que os vizinhos, ensurdecidos pela cantoria, a tivessem de amordaçar violentamente.
Por todo o lado, havia seres atingidos pela tal névoa mágica, manifestando os mais estranhos sintomas.
Depressa os habitantes do país dos contos de fadas perceberam a origem destas perturbações e protegeram a boca e o nariz com máscaras especiais, à prova de feitiços gasosos. Só que não as havia para todos...
O ministro do reino, um cavalo alado muito sábio, decretou então:
- Enquanto a névoa mágica resultante do acidente da Canhestra não se dissipar, toda a gente deve ficar em casa. Fechem portas e janelas e evitem meter o nariz de fora. Já temos uma equipa de fadas, bruxas e feiticeiros a estudar o assunto e a desenvolver uma poção de desencantamento. Até que o problema se resolva, e não sabemos quando, ninguém sai, ouviram?
Os anões, as fadas, as ninfas, os faunos e os restantes seres que habitam o país dos contos de fadas, todos acataram as ordens do ministro do reino. Todos, menos um, o troll Arrebentaportas, que era sempre do contra.
- Vou agora ficar em casa... Tenho mais que fazer. Vou inventar uma máscara à minha maneira e saio quando me apetecer. Tanto mais que, aqui por estes lados, já quase se não vê qualquer névoa.
E se assim o pensou, melhor o fez. Enrolou à volta da boca e do nariz um trapo ensopado numa mistela que usava para desentupir a sanita e saiu. Só que não chegou muito longe. A pouco e pouco, os restos de névoa pestilenta que por ali pairavam atravessaram o tecido da máscara improvisada e o resultado não foi bonito de se ver. O troll Arrebentaportas foi transformado numa batata podre com soluços. E o problema maior é que, sempre que soluça, metamorfoseia-se numa coisa diferente: uma panela de pressão, um chinelo roto, um penico, um ovo escalfado e uma quantidade de outras coisas inesperadas. É bem feito para ele!
E vocês, não esqueçam, enquanto o problema persistir, NÃO SAIAM DE CASA!



“Carlos Alberto Silva nasceu a 25 de Junho de 1958, em Pombal. Vive em Leiria.

Diplomado em educação de infância, especializou-se em Comunicação Educacional e Gestão da Informação, desempenhando actualmente funções de professor bibliotecário, no Agrupamento de Escolas de Porto de Mós, onde lecciona Iniciação à Programação a alunos dos 3.º e 4.º anos de escolaridade. Ultimamente, tem desenvolvido algum trabalho de pesquisa e experimentação no domínio da Robótica Educativa como instrumento de aprendizagem, nomeadamente no que diz respeito à leitura e à escrita.

Entre outras actividades, tem exercido nas áreas do teatro, das artes plásticas, do jornalismo, da animação cultural e do ensino e formação. Desenvolve diversas acções no âmbito da mediação e promoção da leitura, como autor e contador de histórias.

(…)

Escreve desde muito novo, tendo diversos textos publicados em “fanzines”, jornais e “sítios” da internet.”

Pode consultar mais em https://amoranegra.pt/?p=433


quinta-feira, 26 de março de 2020

quarta-feira, 25 de março de 2020

Khan Academy - sugestões matemáticas

A Khan Academy é, e será sempre, um recurso gratuito para alunos, professores e pais. A Fundação Altice tem vindo a traduzir para português europeu conteúdos da Khan Academy. Esta plataforma oferece gratuitamente vídeos e exercícios interativos, disponíveis a qualquer momento e em qualquer lugar, através de um computador, smartphone ou tablet.
Está à distância de um click aprender ou ensinar de forma gratuita com a Khan Academy.
Seguem as duas apresentações informativas destinadas a alunos e professores. Para aceder basta clicar em cada imagem. 

Para que a matemática se mantenha no teu dia-a-dia clica AQUI


https://drive.google.com/file/d/1wwPlzqUAjmsQ3POB2G6Ne4MXzYwc1Alv/view?usp=sharing




terça-feira, 24 de março de 2020

Sugestões de leitura (24-03-2020)


O monstro minúsculo que queria ser rei de Carlos A. Silva

Num lugar muito longe daqui havia um monstro minúsculo, tão pequeno, tão pequeno que ninguém conseguia vê-lo à vista desarmada. No entanto, tinha muito mau feitio e uma enorme ambição: tornar-se num gigante e ser rei absoluto. Como tinha nascido com uma coroa na cabeça, achava que tinha direito a dominar todo o planeta.
Um dia, foi consultar uma bruxa malvada muito poderosa e disse-lhe:
- Ouve lá, ó bruxa maléfica, estou decidido a tornar-me num gigante e a ser o rei absoluto deste planeta. Se me ajudares a consegui-lo, recompensar-te-ei e nomear-te-ei minha Primeira Conselheira.
A princípio, a bruxa achou que aquele monstro minúsculo não devia estar bom da cabeça. Ainda por cima manifestava uma irritante falta de respeito. Chegou mesmo a pensar lançar-lhe um feitiço que o transformaria num sapo ou, como era tão pequeno, num grão de pó. Mas depois reconsiderou, pensando que aquilo até podia ser divertido e respondeu:
- Combinado! Se fizeres tudo o que eu disser, ajudo-te a conseguir o que pretendes.
Virou costas e foi para junto do seu caldeirão, criar um feitiço especial.
Passado algum tempo, a bruxa chamou o monstro minúsculo e disse-lhe:
- Já preparei um feitiço que te permitirá realizar o teu desejo. Mas, para isso, há algumas condições.
- Ai sim? - disse o monstro minúsculo - Que condições são essas?
- Primeiro, tens de prometer que farás tudo o que eu disser, como eu disser e quando eu disser.
- Está bem, prometo! - resmungou o monstro minúsculo, com maus modos.
A bruxa explicou então:
- Para poderes ser o rei do mundo, tens de subjugar os humanos, que são quem, neste momento, domina o planeta. Vais entrar dentro deles e submetê-los à tua vontade. No entanto, tens um tempo limitado para habitar o corpo de cada um, antes que te consigam expulsar.
- De acordo - disse o monstro minúsculo. - E que mais?
- Só podes ir de humano em humano quando eles estiverem em contacto entre si. Aproveita bem cada aperto de mão, cada abraço e cada beijo para passar para o próximo ou então acaba-se o tempo e não poderás realizar o teu desejo.
- Certo. E que mais?
- Quando estiveres dentro de cada um, faz o que puderes para dominar o corpo que invadiste. Obriga-os a tossir para tornar mais fácil e rápida a tua ação. E olha que não vai ser fácil, sobretudo com os mais jovens. Por isso, aproveita especialmente os mais velhos, em particular os que já estiverem doentes.
- Percebi. Não me parece nada difícil. Vai ser canja, hehehehe! Já me estou a ver: enorme, do tamanho do mundo, com o planeta todo às minhas ordens.
- Não te entusiasmes demasiado - disse a bruxa. - Ainda temos muito que fazer. Agora, salta para dentro do meu nariz e vamos ao trabalho!
O monstro minúsculo saltou para dentro do nariz da bruxa e começou a multiplicar-se. Esta disfarçou-se de velhinha simpática e foi até ao mercado, que àquela hora estava a abarrotar de gente. Na mão, levava uma cesta cheia de maçãs, vermelhinhas e sumarentas, para cima das quais havia tossido.
- Olh'ás maçãs vermelhinhas e sumarentas!!! - apregoava ela. - Quem quer comprar as minhas maçãs maduras e deliciosas?
Ao mesmo tempo, ia cirandando entre as bancas do mercado e tossindo para cima das pessoas e das mercadorias e tocando em tudo com as mãos sujas.
Constatando que poucos queriam comprar as maçãs, começou a oferecê-las:
- Olh'ás maçãs vermelhinhas e sumarentas!!! Ó freguês, pague uma e leve três!
A pouco e pouco, o monstro minúsculo começou a entrar pelos narizes e bocas das pessoas que por ali andavam, sem que estas dessem por isso. Quando encontravam algum amigo ou conhecido, as pessoas cumprimentavam-se efusivamente, ajudando assim a passar o monstro minúsculo que as contaminava.
Dias depois, começaram a surgir os primeiros sintomas da invasão: algumas pessoas sentiram-se muito cansadas, com febre e com tosse. As mais vulneráveis tiveram que ser hospitalizadas e, a cada dia que passava, apareciam mais casos. Algumas pessoas não resistiam...
Na sua cabana, a bruxa malvada gargalhava, a cada má notícia que ouvia sobre o assunto. Por seu lado, o monstro minúsculo andava nas suas sete quintas e crescia de dia para dia. Começou por ter sob o seu domínio uma cidade e depois outra e outra.
Quando já controlava o país inteiro, espalhou-se pelos restantes países. Os estrangeiros que estavam de visita levavam-no na bagagem para as suas terras e ajudavam, sem saber, à sua propagação.
O monstro minúsculo começou então a lançar na cabeça das pessoas a semente do medo. Não tardou que o pânico alastrasse e estas começaram a acumular comida e outros bens essenciais. Alguns até compraram armas. Mas esta era uma guerra invisível, porque ninguém sabia como combater o monstro minúsculo.
Os governantes dos países atingidos chamaram os feiticeiros oficiais, mas estes não sabiam como resolver o assunto. Chamaram então os cientistas e pediram-lhes ajuda. Os cientistas estudaram o problema e procuraram uma cura para a doença provocada pelo monstro minúsculo.
Descobriram que este só podia crescer quando as pessoas estavam em contacto entre si. Que se aproveitava de cada aperto de mão, cada abraço e cada beijo para passar de uma para outra. Aconselharam então as pessoas a mudarem os seus hábitos e a ter muito cuidado com a higiene. Aconselharam também que, os que pudessem, ficassem em casa. Só saíam os que tinham mesmo de trabalhar para dar resposta às necessidades do dia a dia.
Muitas pessoas assim o fizeram. Custava muito ficar em casa em vez de ir trabalhar, passear ou tratar dos assuntos habituais. Mas arranjaram maneiras de comunicar e de se apoiarem umas às outras. Vinham para as janelas e para as varandas cantar em conjunto, liam em voz alta, contavam histórias... E diziam umas às outras:
- Vamos ficar bem! Vamos ficar bem!
Assim, o tempo de que o monstro minúsculo dispunha para concretizar o seu plano maléfico ia-se esgotando. A pouco e pouco, voltava a ficar cada vez mais pequeno, o que o deixava tremendamente furioso.
A bruxa malvada acabou também por ser vítima do monstro minúsculo. Ele achava que a culpa do seu falhanço era dela, zangou -se e, como acontece neste tipo de histórias, empurrou-a para dentro do forno e a bruxa rebentou!
O monstro minúsculo ainda anda por aí, mas acredito que as pessoas, que somos todos nós, o iremos vencer. E, no final, vamos ficar bem!

segunda-feira, 23 de março de 2020

Sugestões de leitura (23-03-2020)

“Guerreiros da Saúde contra o Coronavírus” é o título do livro digital desenvolvido e disponibilizado pela empresa Betweien.
A obra tem como objetivo manter os mais jovens informados sobre o que se está a passar no mundo, com as ferramentas necessárias para agir da melhor maneira possível.
Para acesso à obra basta clicar na imagem. 





Mensagem da equipa Betweien para todas as crianças:

"Guerreiros e Guerreiras,
Todos os dias, trabalhamos para levar às crianças, de todo o país, histórias, contos, atividades, eventos, que sensibilizem para muitos temas que são de interesse.
Agora, tal como vocês que estão limitados de irem à escola, estamos também limitados no desenvolvimento do nosso trabalho diário... Mas, vocês não saem do nosso pensamento! Por isso, decidimos fazer este livro, para vos ajudar a entender melhor todos estes acontecimentos e para que possam passar melhor o vosso tempo com os vossos pais e mães - os vossos escudos nesta batalha que todos estamos a travar para combater o vírus.
Prometemos voltar em breve às vossas escolas, com tudo que o que vos podemos oferecer.

Até breve!

A equipa Betweien"

Boas leituras e muita saúde! 

sexta-feira, 20 de março de 2020

Vamos pintar a esperança!

Nestes dias tão particulares em que a distância física deve ser mantida não nos podemos esquecer da necessidade de estarmos juntos, nem que seja em ambiente virtual.
Assim, a Lanidor, marca portuguesa de vestuário, lançou este desafio, às crianças e aos pais, que pretende pintar a esperança e mostrar que vamos todos ficar bem. A biblioteca escolar desafia pais e filhos a participarem neste desafio e a encherem os seus corações de esperança.
Deixamos também dicas de “COMO LIDAR COM UMA SITUAÇÃO DE ISOLAMENTO” e “COMO EXPLICAR A UMA CRIANÇA A IMPORTÂNCIA DAS MEDIDAS DE DISTANCIAMENTO SOCIAL E ISOLAMENTO?”. Basta clicar nas imagens para aceder aos documentos.

Boas leituras e vamos todos ficar bem!



Conto de casa 2

Para todos os pais!



Sugestões de leitura (20-03-2020)

O fim-de-semana está a aproximar-se e, por isso, hoje partilhamos vários vídeos de histórias de António Torrado.

António Torrado nasceu em Lisboa (1939). Poeta, ficcionista, dramaturgo, autor de obras de pedagogia e de investigação pediográfica, é por excelência um contador de histórias, estando muitos dos seus livros e contos traduzidos em várias línguas. Foi jornalista, editor, professor, produtor principal e chefe do Departamento de Programas Infantis da RTP. A sua bibliografia regista atualmente mais de 120 títulos, onde sobressai a produção literária para crianças, contemplada em 1988, com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças. Livros seus foram, em 1974 e 1996, incluídos na Lista de Honra do IBBY - Internacional Board on Books for Young People. Segundo o crítico e investigador José António Gomes, "Torrado impôs-se como uma das figuras de maior relevo da nossa literatura do pós-25 de abril e dificilmente se encontrará hoje um autor que, de forma tão equilibrada, saiba dosear em livro o humor, a crítica e os sinais de um profundo conhecimento do imaginário infantil."




quinta-feira, 19 de março de 2020

Conto de casa 1

Aproveitem esta partilha!
Obrigada, Pedro Seromenho!


Pedro Seromenho Rocha, de nacionalidade portuguesa, nasceu sob a constelação de gémeos em 1975, na cidade de Salisbúria (Harare), República do Zimbabué. Com apenas dois anos de idade fixou-se em Tavira e mais tarde em Braga, onde atualmente reside.
Embora formado em Economia, Pedro Seromenho dedica-se inteiramente a escrever e a ilustrar livros para várias editoras nacionais e brasileiras.

Sugestões de leitura (19-03-2020)

Hoje, para os alunos mais velhos deixamos parte da obra de Fernando Pessoa. Fernando António Nogueira Pessoa foi considerado um dos maiores poetas portugueses e do mundo. Nasceu em 1888, na capital portuguesa, tendo contudo vivido nove anos da sua infância na colónia britânica da África do Sul, Durban. Foi poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português.

Boas leituras e cuidem-se!


quarta-feira, 18 de março de 2020

Sugestões de leitura (18-03-2020)


Hoje, queremos deixar-vos um jogo de tabuleiro que poderá ser realizado a pares. Agora que já conhecem a obra “A Viúva e o Papagaio” de Virginia Woolf, aproveitem e testem os vossos conhecimentos. 
Podes voltar a ler a obra clicando AQUI!



Boas leituras e cuidem-se!